Inventário de GEE: Por que fazer?

O Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) é uma ferramenta fundamental para a gestão ambiental de qualquer empresa. Afinal, se não sabemos quanto emitimos e quais são as principais fontes de emissão, como podemos reduzir o impacto ambiental?

A realização e atualização do inventário permite que a empresa:

✅ Identifique suas principais fontes de emissão;
✅ Estabeleça indicadores de desempenho ambiental;
✅ Desenvolva planos de ação para reduzir emissões;
✅ Atenda às expectativas do mercado e de grandes empresas que exigem compromissos ambientais de seus fornecedores;
✅ Contribua para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Regulamentação e obrigatoriedade

Com a crescente preocupação global sobre as mudanças climáticas, diversos países têm adotado compromissos para a redução das emissões de GEE. No Brasil, a Lei nº 15.042/2024, publicada em dezembro, instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de GEE (SBCE), tornando o monitoramento dessas emissões obrigatório após sua regulamentação.

Quais são os principais Gases de Efeito Estufa?

Os principais gases responsáveis pelo efeito estufa são:

🔹 Dióxido de Carbono (CO₂)
🔹 Metano (CH₄)
🔹 Óxido Nitroso (N₂O)
🔹 Hexafluoreto de Enxofre (SF₆)
🔹 Hidrofluorcarbonos (HFCs) e Perfluorcarbonos (PFCs)

Todas as emissões são expressas em CO₂ equivalente (CO₂e), permitindo a comparação dos impactos de diferentes gases sobre o aquecimento global.

Metodologia do Inventário

A metodologia mais utilizada para a realização do inventário de GEE é o GHG Protocol, que classifica as emissões em três escopos:

🌎 Escopo 1 – Emissões diretas da empresa (exemplo: combustíveis queimados em caldeiras e veículos próprios).
Escopo 2 – Emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica.
🏭 Escopo 3 – Outras emissões indiretas, como transporte de fornecedores, viagens corporativas e descarte de resíduos.

Um inventário completo deve abranger os escopos 1 e 2, sendo o escopo 3 opcional para empresas que desejam ampliar seu monitoramento. Dependendo da abrangência do inventário, as organizações podem ser certificadas com selos de sustentabilidade (bronze, prata ou ouro).

No primeiro inventário é realizado um trabalho minucioso de avaliação para a identificação de suas principais fontes e emissão e a quantificação dos gases de efeito estufa, tendo assim uma visão inicial de suas emissões totais e a emissão relacionado a produção, ou ao produto em si.

Já em um segundo inventário pode ser trabalhar mais fortemente na consolidação dos dados das emissões totais, suas fontes e o indicador de emissão, assim como a sistematização para a obtenção de dados regularmente, visando o seu acompanhamento e definição de ações futuras que a empresa possa estar tomando a redução das emissões dos gases de efeito estufa e/ou sua compensação.  

🚀 O inventário não é apenas um requisito regulatório – ele permite que empresas tenham maior controle sobre suas emissões e desenvolvam estratégias eficazes para redução e compensação dos GEE.

🌎 Diante da urgência climática, medir e gerenciar as emissões é um passo essencial para a sustentabilidade e para um futuro de baixo carbono.

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